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1º Curso de Metodologias de Investigação Qualitativa (28h) [NOVA DATA INÍCIO: 6 DEZ 2014]

Nova estrutura de formação em Qualitativas

Em conjunto com a Casa estrela-do-mar, irei dinamizar uma formação em metodologias qualitativas, organizada segundo as avaliação e  sugestões dos participantes que participaram nos meus Workshops de 2013/14.

Eis as novidades:

  • Desenho encadeado de 7 Módulos: Permite desenhar a investigação, recolher os dados, analisá-los e escrever o produto final durante o curso, sempre com acompanhamento.
  • Maior espaçamento temporal entre os módulos /cerca de 1 mês), permitindo:
  • Maior aprofundamento das principais temáticas e desenvolvimento ao vivo do projecto/análise;
  • Forte componente prática em todos os módulos (Bring your own data ou acesso a dados já recolhidos para os exercícios práticos)
  • Acesso a supervisão individual

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7 Módulos (28h)

Módulo 1:  Introdução à investigação qualitativa; Paradigmas; Planeamento e estratégia de Investigação; Recolha  de dados qualitativos (Entrevista/Questionário/Observação) [NOVA DATA INÍCIO: 6 DEZ 2014]

Módulo 2: Tipos de análise qualitativa; O processo de codificação; Introdução ao ambiente NVivo 10 [13-Dez-2014]

Módulo 3: Codificar no Nvivo 10; Casos e Grupos [17-Jan-2015]

Módulo 4: Pesquisas avançadas no NVivo (Queries); Qualidade em qualitativas [7-Fev-2015]

Módulo 5:  Dar forma ao dados e/ou construir teoria; A utilidade dos mapas conceptuais [14-Mar-2015]

Módulo 6: Escrita de outputs qualitativos (teses, reports, artigos); Processo de publicação;  Supervisão Individual [11-Abril-2015]

Módulo 7: Escrita de outputs qualitativos (teses, reports, artigos) & Supervisão Individual [9-Maio-2015]

Formadora:  Luana Cunha Ferreira – Psicóloga. Doutorada em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. (FPUL) e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.  Colabora na docência da unidade curricular Métodos de Investigação em Psicologia – Temas Avançados, no Mestrado Integrado em Psicologia da FPUL. Formadora e Consultora em Metodologias Qualitativas.  Autora do blog Qualitativas, etc.

Horário: 14-18h

Destinatários: Finalistas de Mestrado, Investigadores, outros interessados.

Valores:

Curso completo (28h): Valor de 395 euros (316 euros para Associados)

Cada Módulo (4h): Valor de 75 euros (60 euros para Associados)

Torne-se sócio!

Inscreva-se através de email geral@casaestreladomar.pt ou ligue 913301540.

NIB Associação Casa Estrela do Mar:

0035 0202 00037830 530 65

Banco Caixa Geral de Depósitos

Nota: Datas sujeitas a alterações conforme propostas dos participantes, se possível. O curso funcionará com um mínimo de 5 e um máximo de 8 participantes no curso completo. Casos não se atinjam 5 participantes em todos o módulos, o curso não se realizará.

Os 5 princípios da Terapia de Casal eficaz

Será que a terapia de casal é realmente eficaz?

Continuam a surgir muitas dúvidas sobre a real eficácia de terapia de casal, pois apesar de muitas abordagens terapêuticas serem suportadas empiricamente e os resultados a médio a e longo prazo serem satisfatórios, a terapia de casal continua a sofrer de um mal endémico. É um facto inultrapassável que muitos casais ainda só conseguem pedir ajuda quando a insatisfação e os conflitos no casal já atingiram o ponto de não retorno e quando inclusivamente um dos parceiros até já pode ter (secretamente ou não tanto) desistido da relação (i.e.: o investigador e guru da intervenção conjugal John Gottman, mostrou que em média os casais esperam sete anos deste o início dos problemas ou do sofrimento para pedir ajuda).

Imagem de: bloggingbehavioral

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Marcadores de uma terapia de casal eficaz

Num estudo recente que avaliou os últimos 40 anos de investigação sobre terapia de casal, foram identificados 5 princípios comuns às intervenções mais eficazes na terapia de casal.

A terapia de casal eficaz:

  1. Altera a visão do casal em relação ao problema que os trouxe à terapia, oferecendo uma nova perspectiva mais objectiva, contextualizada e diádica. Eu acrescentaria ainda que oferece um perspectiva não culpabilizande, o que ajuda o casal a libertar-se para enfrentar os problemas sem o “escudo” paralizante da culpa.
  2. Modifica os comportamentos disfuncionais, através da identificação de soluções tentadas (e falhadas), das emoções subjacentes aos comportamentos, dos comportamentos que provocam uma escalada no conflito e da exploração de novas estratégias que funcionam.
  3. Diminui o evitamento emocional, potenciando a demonstração de comportamentos baseados em emoções privadas e autênticas, num contexto seguro para a expressão emocional (com menor risco de retaliação).
  4. Aumenta os padrões de comunicação construtivos, oferecendo estratégias práticas e individualizadas para uma comunicação mais clara e eficaz, diminuindo as interpretações abusivas, as ‘leituras de mente’ e os mal entendido tantas vezes geradoras de escaladas de conflito supersónicas.
  5. Enfatiza as forças e os recursos do casal, reforçando os pequenos passos e avanços, e as novas formas encontradas pelo casal, os verdadeiros especialistas na relação, para lidar com as suas dificuldades.

Mais informação aqui.

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Como fazer votos de casamentos mais práticos?

Estamos em plena época de casamentos e de celebrações de união, e apesar dos votos personalizados em Portugal não serem ainda tão comuns como noutros locais,  cada vez mais os casais escolhem personalizar as suas cerimónias e rituais. Os votos mais tradicionais exaltam os casais a prometer amor, respeito e fidelidade, na saúde e na doença. Nada contra, se é isso que o casamento ou união significa para si. No entanto, o casamento/união hoje em dia parece incluir mais algumas expectativas. Se antigamente era preciso uma aldeia inteira para nos fazer felizes e hoje depositamos toda a expectativa de felicidade num parceiro, será que votos de amor, respeito e fidelidade são os que mais nos ajudam a manter uma relação complexa, satisfeita e duradoura?  Existem cada vez mais estudos sobre o que é que de facto parece manter os casais juntos e satisfeitos durante muitos anos, porque não dar-lhes algum uso prático?

Eis 5 votos originais, românticos q.b. e baseados na investigação recente.

Image courtesy of imagerymajestic / FreeDigitalPhotos.net

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Prometo apoiar e proteger a tua liberdade. A nossa vida será entrelaçada, mas as tuas escolhas continuarão tuas.

Já se começa a tornar evidente  que é essencial manter a autonomia nas relações amorosas de longo prazo, tal como indicam estudos recentes. A investigação indica ainda que as pessoas que se sentem pressionadas pelos parceiros para tomar certas decisões sentem-se menos satisfeitas na relação. Promovam a independência a autonomia dentro da relação.

Prometo respeitar-te, admirar-te e valorizar-te por quem és agora e pela pessoa que te desejas tornar.

Lutar para ver o melhor no outro e apoiar os esforços do parceiro para se desenvolver e crescer é altamente benéfico para si, para o outro e para a relação.

Prometo mostrar-te, cada dia, que sei perfeitamente o quão sortudo/a sou por te ter na minha vida.

A investigação mostra que quando expressamos gratidão e apreço  pelos nossos parceiros/as, estes tendem a sentir-se mais felizes e mais apreciativos para com a relação.

Prometo manter a nossa vida excitante, aventureira e cheia de momentos de paixão.

Os casais mostram-se mais felizes quando participam regularmente em actividades partilhadas que sejam positivas, criativas e com alguma dose de novidade.

Estas são apenas algumas ideias baseadas na ciência, e poderá encontrar mais inspiração aqui ou aqui. Mas, idealmente, os votos são também inspirados nas experiências pessoais do casal. Tente lembrar-se, por exemplo, de momentos específicos em que  se sentiu mais feliz em casal? O que terá contribuído para essa experiência em particular?  Um jantar íntimo em que conversaram de uma forma profunda e autêntica? Uma saída de fim de semana carregada de aventura e erotismo? Uma surpreendente e inesperada demonstração de carinho e apoio?

 Inclua nos seus votos a intenção de manter os rituais que vos fazem felizes ao longo da relação!

 

baseado em : Joel, S (Junho, 2014). Love, Factually. Psychology Today.

Intimidade e desejo: Casais identificam factores promotores e perturbadores

Que factores perturbam ou promovem a intimidade e o desejo no casal?

Num estudo recente com casais portugueses*  foram identificados os principais  fatores que promovem ou que perturbam a intimidade e do desejo sexual,  destacando-se, sobretudo, o impacto percebido do contexto laboral, da parentalidade  e das saídas do casal para fora do ambiente familiar.

Através de entrevistas a casais,  foram identificados dois padrões emergentes nos fatores que influenciam a intimidade e o desejo sexual:

Factores perturbadores da intimidade e desejo:

  • O stress, falta de tempo e fadiga (decorrentes especialmente do trabalho e do apoio aos filhos, família de origem e rede social);
  • A rotina ou monotonia (que surgem de forma repetida e consistente nos fatores que mais perturbam a intimidade e o desejo sexua)l;
  • O conflito (Esperturbador do desejo).

Factores promotores da intimidade e desejo:

  • A mudança ou quebra na rotina;

    Imagem por Pieter Van Eenoge (NYT)

    Imagem por Pieter Van Eenoge (NYT)

  • A ausência de stress ou a disponibilidade em termos de tempo e energia;
  • A partilha;
  • A Autonomia (especialmente promotora do desejo).

É interessante verificar a referência frequente dos participantes a “momentos de saída a dois” (e.g., ‘escapadelas’ de fim de semana) como condensando a maioria dos fatores promotores do desejo e da intimidade, tais como a novidade, a disponibilidade e a partilha, diminuindo a probabilidade de ocorrência de fatores perturbadores, tais como a rotina e interferências de outros subsistemas da vida familiar e social.

Os diversos fatores identificados, neste estudo, como perturbadores do desejo e da intimidade, vão no sentido de investigações recentes, particularmente quanto ao elevado stress decorrente do trabalho,  incluindo especialmente as situações laborais precárias ou as dificuldades financeiras**.

E serão estes os temas mais trabalhados na terapia de casal?

Com exceção do conflito e da gestão dos efeitos de spillover trabalho-família ***, os restantes resultados encontrados através das entrevistas aos casais sugerem que os principais temas percecionados com tendo influência no desejo e na intimidade conjugal aparentam ser diferentes dos temas mais trabalhados em terapia de casal e terapia sexual, nomeadamente no que se refere à primazia do trabalho sobre a comunicação e confiança no casal (Gottman & Silver, 1999), possivelmente excluindo os processos mais ligados à gestão da autonomia, autenticidade e privacidade, por exemplo. No entanto, seja através das propostas de Schnarch (2010) ou, de forma mais abrangente, no modelo de Terapia Focada nas Emoções (Johnson, 1996), a intervenção focada no self  mas integrada no sistema conjugal aparenta estar a ressurgir.

É importante que os terapeutas de casal estejam alerta para avaliar adequadamente estas influencias de carácter mais contextual (i.e.: vida laboral).

 

* Ferreira, L.C. (2013). Intimidade e desejo sexual nas relações de casal: O paradoxo da diferenciação conjugal. Tese de Doutoramentos. Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa.

** Štulhofer, Traeen, Carvalheira, 2013

*** Expressão referente à transferência quotidiana do stress laboral para a vida familiar e conjugal (Saxbe, Repetti, & Nishina, 2008).

 

A arte de bem discutir

Regras para discutir?

Nos casais, as discussões repetidas e negativas são um dos principais motivos de insatisfação. Geralmente, as discussões tornam-se insuportáveis ao fim de algum tempo, por serem muito explosivas, por acabarem em silêncios desconfortáveis e não levarem a lado nenhum. Resultado? Muitos casais tendem a evitá-las. Esta também não é uma boa solução, já que as insatisfações vão-se acumulando e a tendência mais certa é para o casal se ir afastando (e não de uma forma positiva).

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Image courtesy of Michal Marcol / FreeDigitalPhotos.net

A arte de um boa discussão de casal

A técnica ‘speaker-listener‘ é utilizada em diversos contextos e é particularmente útil para o casal. Pode ser utilizada para discutir tanto assuntos relativos à relação de casal como outras problemáticas.

Esta técnica apresenta várias vantagens:

  • Menos frustração. Como oferece uma estrutura básica à discussão/conversa, pode diminuir a sensação de frustração decorrente da repetição de discussões que nunca mais acabam. Por vezes os casais já nem tentam discutir pois receiam ficar ‘soterrados’ em acusações. Com esta técnica, há menos hipóteses de isto acontecer.
  • Clareza. Como a discussão é estruturada em pequenos pedaços de informação, diminui o risco de mal-entendidos que poderiam gerar complicações futuras.
  • Calma!!  Este tipo de técnica pode impedir a típica ‘escalada verbal’ das discussões mais acesas, uma escalada que se caracteriza por uma troca muito rápida e crescente de acusações e críticas destrutivas, resultando numa perda de controlo da discussão. Isto é geralmente associado à chamada ‘inundação emocional’ típica destas discussões : aumento do ritmo cardíaco,  subida no nível de cortisol e de adrenalina e uma sensação no mínimo muito negativa… Este mecanismo de stress intenso prepara adequadamente o organismo para Lutar ou Fugir, mas não é o mais adequado para uma discussão de casal, pois afecta o raciocínio e ‘paralisa’ o sistema das emoções e afectos. Esta perda de controlo traduz-se num ‘bater de portas’ que finaliza a discussão, num muro de silêncio impenetrável ou por vezes até por episódios de alguma violência (verbal ou física).

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Como é que isto pode ser posto em prática?

É fácil e não é preciso muito treino, deixo-vos com o exemplo adaptado daqui.

Joana: Ó Pedro, mas porque é que estás sempre, sempre, sempre a esquecer-te de pôr a roupa no cesto da roupa suja? Detesto isso! Estás sempre a esquecer o que te peço, já não te importas com absolutamente nada cá em casa!
Pedro:  Bolas, já começas outra vez? Tens noção que estás cons-tan-te-mente a dizer-me o que fazer? Eu faço aquilo que realmente precisa de ser feito, tu é que és completamente desorganizada e NÃO PARAS de me chatear!!!
Joana:  Bom, ok…. espera um pouco. Vamos lá ver se não nos perdemos desta vez. Vamos usar aquela técnica a ver se resolvemos isto?
Pedro: Sim, vamos lá. Começa tu.
Joana: (segurando numa caneta porque detém o ‘palco). Fico frustrada quando não pões a roupa no sitio certo. Quando tenho que ir à procura da roupa pela casa, para fazer uma máquina, fico logo zangada e começa a doer-me a cabeça.
Pedro: Ok, ficas muito frustrada quando eu me esqueço de pôr a roupa no cesto, até ficas por vezes com dor de cabeça.
Joana: Exactamente. E estamos numa fase tão difícil a nível financeiro que eu preocupo-me até com coisas mais pequenas. Eu sei que tu te importas, mas por vezes fico insegura e com medo que tenha de ser eu a lidar com tudo e que tu não participes e que fique tudo sobre os meus ombros.
Pedro: Portanto…. o que acho que estás a dizer é que estás mesmo preocupada com a nossa situação financeira e que isso aumenta a tua preocupação com uma data de outras coisas. E que quando eu não ajudo em casa isso faz-te sentir que tens que lidar com os problemas sozinha, sem ajuda.

Joana: É isso mesmo. Na mouche. Obrigada por ouvires. Acho que agora é a tua vez (entregando-lhe a caneta).
Pedro: Eu também estou muito preocupado com as nossas finanças. E às vezes gosto de relaxar e não pensar em nada, sentar-me só a ver televisão, para não ficar tão tenso para não estar sempre a a pensar naquilo.
Joana: Portanto tu também estás preocupado com a nossa situação financeira e ver televisão é uma forma de te acalmares um pouco.
Pedro: Sim. E também quero falar disto, porque me sinto culpado de não trazer para casa dinheiro suficiente.
Joana: Ok…Sentes-te mal por não estares a conseguir contribuir com mais dinheiro para equilibrar as coisas, mas gostavas de falar disso mais abertamente.
Pedro. Nem mais. Queres agora continuar tu (entregando-lhe a caneta)?

Joana: Pedro, eu aprecio verdadeiramente o teu esforço e contribuição, acho que fazes um trabalho fantástico. Obrigada por partilhares isso comigo.
(…e a conversa continua…)

Um discussão que poderia muito facilmente ter resultado numa infrutífera troca de acusações e críticas acabou por se tornar numa conversa calma,  profunda e geradora de novas informações e de maior compreensão e apoio.

É também este o valor acrescentando de saber discutir, não só se podem  resolver problemas, como é uma das formas mais interessantes de aumentar intimidade emocional .

 

Boas discussões!

 

Formação em Análise Qualitativa: Módulos Inicial e Avançado – 2, 3 e 17 de Maio

Nova data para a formação em Qualitativas (3 de Maio), agora com 2 módulos (inicial e avançado)

Módulo 1 (manhã)

Precisa de utilizar metodologias qualitativas de análise de dados e não sabe por onde começar?Quer saber a diferença entre análise temática, análise narrativa e grounded theory? Gostava de perceber que tipo de estratégia de análise se adequa aos seus objectivos? E aprender o funcionamento básico do NVIVO, um dos programas mais utilizados na análise qualitativa?

Conteúdos:
Introdução às qualitativas
Tipos de análise qualitativa
O processo de codificação
Análise de dados com NVivo 10
Supervisão de projectos dos formandos

Módulo 2 (tarde)

Já está a avançar com alguma codificação mas quer aprofundar mais a análise? Já codificou os seus dados mas não sabe para onde se virar a seguir?  Está soterrado/a em codificações que lhe parecem pouco úteis? Não sabe por onde começar a escrever a tese ou o artigo? O segundo módulo é para si.

Conteúdos:

Pesquisa avançada no NVivo (Queries)
Gestão de dados
Qualidade em qualitativas
Como escrever artigos qualitativos
Supervisão de projectos dos formandos

Pensada para estudantes, investigadores e interessados em análise qualitativa, esta acção é dinamizada por Luana Cunha Ferreira – Psicóloga (PhD), autora do blog Qualitativas, etc.

Valor:

Formação completa: Valor de 70 euros (56 euros para sócios da Casa estrela-do-mar)
Um Módulo: Valor de 35 euros (28 euros para sócios da Casa estrela-do-mar)

Torne-se sócio!

Inscreva-se através de email geral@casaestreladomar.pt ou do telefone 913301540.

NIB Associação Casa Estrela do Mar:   0035 0202 00037830 530 65   Banco Caixa Geral de Depósitos

Inscrições limitadas!

As inscrições para dia 3 encontram-se encerradas. Ainda há vagas para dia 2 e para dia 17 de maio.

“The couple app”: Uma app para casais

Uma app para casais

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Parece brincadeira de Carnaval mas não é.

É uma uma app diádica para casais e as possibilidade são infinitas:

  • Partilhar fotos com privacidade
  • Planear saídas e fins de semana
  • Dar beijos digitais  “thumbkisses”
  • Desenhar à distância e em conjunto
  • Colaborar em listas (de comprar, de desejos, de projectos)

Mais informação sobre esta app aqui.

O que acham disto?

Separação e divórcio: Como dizer aos filhos?

O tema da separação/divórcio é actualmente dos mais comuns na minha actividade clínica. São os casais que pedem ajuda porque se sentem em risco de ruptura, os casais que sentem que precisam de alguém que os ajude no processo de divórcio e as famílias que se tentam adaptar a novas configurações familiares, entre tantos outros. Tal não é de admirar, já que os dados mais recentes relativamente ao divórcio em Portugal indicam que por cada 100 casamentos em 2012 ocorreram cerca de 73 divórcios. 

TheGoodDivorce

Como dizer aos filhos?

Não há dúvidas que o divórcio continua a ser uma evento marcante para quem se divorcia e para os filhos, mas não tem necessariamente que ser um evento traumático.  Um dos factores que mais contribui para uma transição relativamente serena é a capacidade da família se reorganizar de forma a que a “equipa parental” seja preservada apesar da falência da “equipa conjugal”.  Em situações onde  o nível de conflito entre os ex-cônjuges é elevado,  é complicado manter os canais de comunicação limpos de ruído de forma a conseguir dialogar produtivamente sobre os filhos e tomar em conjunto as decisões importantes. No entanto, este é um esforço com um retorno tremendamente positivo.

Algumas dicas importantes:

  • Decidam juntos o que vão dizer aos filhos, tendo em atenção as suas idades e a privacidade dos adultos.
  • Escolham um momento calmo e com tempo para contarem aos filhos, em conjunto. Encarem este momento com a seriedade que merece e sejam o mais claros e afectuosos possível. Os vossos filhos provavelmente nunca esquecerão esta conversa.
  • É natural que as crianças tenham várias perguntas – estejam preparados e não na defensiva.
  • Decidam previamente algumas questões de ordem prática relativa à rotina das crianças. Numa altura de transformação, é importante tentar manter o máximo de estabilidade possível na vida dos filhos e eles provavelmente terão perguntas bem específicas.
  • Não digam que a culpa é do outro nem critiquem o/a ex à frente dos filhos (sim, isto vale para depois também. Mesmo!)
  • Nesta conversa, há 3 ideias imprescindíveis que têm de ser transmitidas aos filhos:
  1. A separação/divórcio não é culpa deles.
  2. Os pais gostam muito deles.
  3. Serão sempre uma família, mas diferente do que tinham sido até aí.

Não se esqueça que até um “bom divórcio” é doloroso … peça ajuda se necessário.

 

Análise temática no Qualitativas , etc.

Na investigação em Psicologia, quais as diferenças e as semelhanças entre tipos de análise de dados qualitativos?

Quando utilizo grounded theory estou à procura de temas emergentes…logo estou a fazer análise temática?  É mais simples fazer análise temática ou análise narrativa? Análise de conteúdo é a mesma coisa que análise temática?

O Qualitativas, etc. inicia hoje uma série de artigos que tentam responder a algumas destas questões, começando pela Análise Temática – o método mais “faça-você-mesmo” da analise qualitativa.

O que é a análise temática?

Como se faz análise temática?

Quais os critérios de qualidade?

Veja mais no Qualitativas, etc.

por Luis Alves http:\\urban-myth.tumblr.com

por Luis Alves
http:\\urban-myth.tumblr.com

Casais online e offline? Algoritmos, compatibilidade e os segredos das relações online

Image courtesy of Stuart Miles / FreeDigitalPhotos.net

Image courtesy of Stuart Miles / FreeDigitalPhotos.net

 

Casais online e offline?  Algoritmos, compatibilidade e os segredos das relações online

Um estudo recente realizado por investigadores da  Universidade de Chicago* sugere que cerca de um terço dos cidadãos americanos que casaram entre 2005 e 2012 iniciaram a sua relação na internet, através de sites online dating.

Este estudo também investigou a associação entre o tipo de início da relação  (ex: encontro online vs. tradicional-offline) e o nível de satisfação com o casamento. Os resultados sugerem que os participantes cujas relações que começaram online mostravam níveis superiores de satisfação marital e níveis inferiores de separação/divórcio do que os participantes cujas relações começavam de forma mais tradicionais (offline).

Os sites de encontros e de relações online apostam fortemente na ideia de que um casal compatível é um casal satisfeito. Os dados deste estudo parecem sugerir que as relações online  duram mais e são mais satisfeitas porque os casais que se formam online já são à partida mais compatíveis do que os casais que se formam offline 

Mas afinal o que é a compatibilidade e como é calculada?

A natureza das relações afectivas é dinâmica e a noção de casal continua a mudar. As nossa relações mais significativas começam a passar cada vez mais pelo meandros da internet e isso não é necessariamente uma coisa má**.
* Referência: Caciopo et al., 2013.   O estudo em questão foi  financiado pela eHarmony, um dos maiores sites encontros online dos EUA. No entanto, o estudo foi realizado uma equipa liderada por um conceituado investigador reconhecido pelos seus pares e todos os procedimentos aparentam ser rigorosos, adequados e sobretudo transparentes, dado o conflito de interesse.

** Mas convém estar ciente dos riscos. Saiba aqui como pode  aumentar a sua segurança nos sites de encontros online.

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