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Retiro para Casais da Casa estrela-do-mar (13-15 Fev.)

Um retiro no fim de semana dos namorados

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Tempo para descontrair:

  • Exercícios de relaxamento
  • Piscina interior aquecida
  • Exercícios de auto-massagem

Tempo para brincar:

  • Jogos de grupo lúdicos
  • Passeios e caminhadas na praia/natureza
  • Actividades estruturadas de grupo e em casal

Tempo para aprender:

  • Pequenos exercícios, baseados na investigação mais recente sobre casais,  para aprender a regular o conflito, potenciar a intimidade, promover a autonomia, aprofundar a partilha, desenvolver a expressão de emoções, entre outros.
  • Reflexão e partilha conjunta sobre a teoria e prática dos exercícios.

Tempo para o casal:

  • Actividades em casal (partilha, descoberta, comunicação e autonomia)
  • Sessão opcional com terapeutas de casal
  • Tempo livre a sós

Para quem?

  • Casais que pretendem fazer uma pausa descontraída, relaxada e divertida mas diferente, na azáfama ou monotonia da vida quotidiana;
  • Casais que procuram novas ferramentas para melhorar a comunicação e intimidade e satisfação na relação;
  • Casais que desejam informação de qualidade, com base científica, sobre as estratégias para melhorar a vida em casal.

Veja o programa completo Aqui

Atenção, as inscrições encerram a 5 de Fevereiro!

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Dúvidas e mais informações? Contacte a Casa Estrela-do-mar através de geral@casaestreladomar.pt ou 914262925

As mil faces da Resiliência – Comunicação no Congresso Novo Futuro

De que falamos quando falamos em resiliência? É algo individual ou tem forte influência do contexto? Qual o papel da família? Ao longo desta apresentação, utilizo um estudo de caso real e a história de Malala Yousefi para responder a algumas destas questões.

No final, deixo ainda três pequenas abordagens diferentes à resiliência: no casal (‘trauma’ infidelidade), no ex-casal (‘trauma ‘divórcio) e no grupo de pais (‘trauma’ vigilância do sistema).

Como fazer votos de casamentos mais práticos?

Estamos em plena época de casamentos e de celebrações de união, e apesar dos votos personalizados em Portugal não serem ainda tão comuns como noutros locais,  cada vez mais os casais escolhem personalizar as suas cerimónias e rituais. Os votos mais tradicionais exaltam os casais a prometer amor, respeito e fidelidade, na saúde e na doença. Nada contra, se é isso que o casamento ou união significa para si. No entanto, o casamento/união hoje em dia parece incluir mais algumas expectativas. Se antigamente era preciso uma aldeia inteira para nos fazer felizes e hoje depositamos toda a expectativa de felicidade num parceiro, será que votos de amor, respeito e fidelidade são os que mais nos ajudam a manter uma relação complexa, satisfeita e duradoura?  Existem cada vez mais estudos sobre o que é que de facto parece manter os casais juntos e satisfeitos durante muitos anos, porque não dar-lhes algum uso prático?

Eis 5 votos originais, românticos q.b. e baseados na investigação recente.

Image courtesy of imagerymajestic / FreeDigitalPhotos.net

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Prometo apoiar e proteger a tua liberdade. A nossa vida será entrelaçada, mas as tuas escolhas continuarão tuas.

Já se começa a tornar evidente  que é essencial manter a autonomia nas relações amorosas de longo prazo, tal como indicam estudos recentes. A investigação indica ainda que as pessoas que se sentem pressionadas pelos parceiros para tomar certas decisões sentem-se menos satisfeitas na relação. Promovam a independência a autonomia dentro da relação.

Prometo respeitar-te, admirar-te e valorizar-te por quem és agora e pela pessoa que te desejas tornar.

Lutar para ver o melhor no outro e apoiar os esforços do parceiro para se desenvolver e crescer é altamente benéfico para si, para o outro e para a relação.

Prometo mostrar-te, cada dia, que sei perfeitamente o quão sortudo/a sou por te ter na minha vida.

A investigação mostra que quando expressamos gratidão e apreço  pelos nossos parceiros/as, estes tendem a sentir-se mais felizes e mais apreciativos para com a relação.

Prometo manter a nossa vida excitante, aventureira e cheia de momentos de paixão.

Os casais mostram-se mais felizes quando participam regularmente em actividades partilhadas que sejam positivas, criativas e com alguma dose de novidade.

Estas são apenas algumas ideias baseadas na ciência, e poderá encontrar mais inspiração aqui ou aqui. Mas, idealmente, os votos são também inspirados nas experiências pessoais do casal. Tente lembrar-se, por exemplo, de momentos específicos em que  se sentiu mais feliz em casal? O que terá contribuído para essa experiência em particular?  Um jantar íntimo em que conversaram de uma forma profunda e autêntica? Uma saída de fim de semana carregada de aventura e erotismo? Uma surpreendente e inesperada demonstração de carinho e apoio?

 Inclua nos seus votos a intenção de manter os rituais que vos fazem felizes ao longo da relação!

 

baseado em : Joel, S (Junho, 2014). Love, Factually. Psychology Today.

Intimidade e desejo: Casais identificam factores promotores e perturbadores

Que factores perturbam ou promovem a intimidade e o desejo no casal?

Num estudo recente com casais portugueses*  foram identificados os principais  fatores que promovem ou que perturbam a intimidade e do desejo sexual,  destacando-se, sobretudo, o impacto percebido do contexto laboral, da parentalidade  e das saídas do casal para fora do ambiente familiar.

Através de entrevistas a casais,  foram identificados dois padrões emergentes nos fatores que influenciam a intimidade e o desejo sexual:

Factores perturbadores da intimidade e desejo:

  • O stress, falta de tempo e fadiga (decorrentes especialmente do trabalho e do apoio aos filhos, família de origem e rede social);
  • A rotina ou monotonia (que surgem de forma repetida e consistente nos fatores que mais perturbam a intimidade e o desejo sexua)l;
  • O conflito (Esperturbador do desejo).

Factores promotores da intimidade e desejo:

  • A mudança ou quebra na rotina;

    Imagem por Pieter Van Eenoge (NYT)

    Imagem por Pieter Van Eenoge (NYT)

  • A ausência de stress ou a disponibilidade em termos de tempo e energia;
  • A partilha;
  • A Autonomia (especialmente promotora do desejo).

É interessante verificar a referência frequente dos participantes a “momentos de saída a dois” (e.g., ‘escapadelas’ de fim de semana) como condensando a maioria dos fatores promotores do desejo e da intimidade, tais como a novidade, a disponibilidade e a partilha, diminuindo a probabilidade de ocorrência de fatores perturbadores, tais como a rotina e interferências de outros subsistemas da vida familiar e social.

Os diversos fatores identificados, neste estudo, como perturbadores do desejo e da intimidade, vão no sentido de investigações recentes, particularmente quanto ao elevado stress decorrente do trabalho,  incluindo especialmente as situações laborais precárias ou as dificuldades financeiras**.

E serão estes os temas mais trabalhados na terapia de casal?

Com exceção do conflito e da gestão dos efeitos de spillover trabalho-família ***, os restantes resultados encontrados através das entrevistas aos casais sugerem que os principais temas percecionados com tendo influência no desejo e na intimidade conjugal aparentam ser diferentes dos temas mais trabalhados em terapia de casal e terapia sexual, nomeadamente no que se refere à primazia do trabalho sobre a comunicação e confiança no casal (Gottman & Silver, 1999), possivelmente excluindo os processos mais ligados à gestão da autonomia, autenticidade e privacidade, por exemplo. No entanto, seja através das propostas de Schnarch (2010) ou, de forma mais abrangente, no modelo de Terapia Focada nas Emoções (Johnson, 1996), a intervenção focada no self  mas integrada no sistema conjugal aparenta estar a ressurgir.

É importante que os terapeutas de casal estejam alerta para avaliar adequadamente estas influencias de carácter mais contextual (i.e.: vida laboral).

 

* Ferreira, L.C. (2013). Intimidade e desejo sexual nas relações de casal: O paradoxo da diferenciação conjugal. Tese de Doutoramentos. Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa.

** Štulhofer, Traeen, Carvalheira, 2013

*** Expressão referente à transferência quotidiana do stress laboral para a vida familiar e conjugal (Saxbe, Repetti, & Nishina, 2008).

 

A arte de bem discutir

Regras para discutir?

Nos casais, as discussões repetidas e negativas são um dos principais motivos de insatisfação. Geralmente, as discussões tornam-se insuportáveis ao fim de algum tempo, por serem muito explosivas, por acabarem em silêncios desconfortáveis e não levarem a lado nenhum. Resultado? Muitos casais tendem a evitá-las. Esta também não é uma boa solução, já que as insatisfações vão-se acumulando e a tendência mais certa é para o casal se ir afastando (e não de uma forma positiva).

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Image courtesy of Michal Marcol / FreeDigitalPhotos.net

A arte de um boa discussão de casal

A técnica ‘speaker-listener‘ é utilizada em diversos contextos e é particularmente útil para o casal. Pode ser utilizada para discutir tanto assuntos relativos à relação de casal como outras problemáticas.

Esta técnica apresenta várias vantagens:

  • Menos frustração. Como oferece uma estrutura básica à discussão/conversa, pode diminuir a sensação de frustração decorrente da repetição de discussões que nunca mais acabam. Por vezes os casais já nem tentam discutir pois receiam ficar ‘soterrados’ em acusações. Com esta técnica, há menos hipóteses de isto acontecer.
  • Clareza. Como a discussão é estruturada em pequenos pedaços de informação, diminui o risco de mal-entendidos que poderiam gerar complicações futuras.
  • Calma!!  Este tipo de técnica pode impedir a típica ‘escalada verbal’ das discussões mais acesas, uma escalada que se caracteriza por uma troca muito rápida e crescente de acusações e críticas destrutivas, resultando numa perda de controlo da discussão. Isto é geralmente associado à chamada ‘inundação emocional’ típica destas discussões : aumento do ritmo cardíaco,  subida no nível de cortisol e de adrenalina e uma sensação no mínimo muito negativa… Este mecanismo de stress intenso prepara adequadamente o organismo para Lutar ou Fugir, mas não é o mais adequado para uma discussão de casal, pois afecta o raciocínio e ‘paralisa’ o sistema das emoções e afectos. Esta perda de controlo traduz-se num ‘bater de portas’ que finaliza a discussão, num muro de silêncio impenetrável ou por vezes até por episódios de alguma violência (verbal ou física).

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Como é que isto pode ser posto em prática?

É fácil e não é preciso muito treino, deixo-vos com o exemplo adaptado daqui.

Joana: Ó Pedro, mas porque é que estás sempre, sempre, sempre a esquecer-te de pôr a roupa no cesto da roupa suja? Detesto isso! Estás sempre a esquecer o que te peço, já não te importas com absolutamente nada cá em casa!
Pedro:  Bolas, já começas outra vez? Tens noção que estás cons-tan-te-mente a dizer-me o que fazer? Eu faço aquilo que realmente precisa de ser feito, tu é que és completamente desorganizada e NÃO PARAS de me chatear!!!
Joana:  Bom, ok…. espera um pouco. Vamos lá ver se não nos perdemos desta vez. Vamos usar aquela técnica a ver se resolvemos isto?
Pedro: Sim, vamos lá. Começa tu.
Joana: (segurando numa caneta porque detém o ‘palco). Fico frustrada quando não pões a roupa no sitio certo. Quando tenho que ir à procura da roupa pela casa, para fazer uma máquina, fico logo zangada e começa a doer-me a cabeça.
Pedro: Ok, ficas muito frustrada quando eu me esqueço de pôr a roupa no cesto, até ficas por vezes com dor de cabeça.
Joana: Exactamente. E estamos numa fase tão difícil a nível financeiro que eu preocupo-me até com coisas mais pequenas. Eu sei que tu te importas, mas por vezes fico insegura e com medo que tenha de ser eu a lidar com tudo e que tu não participes e que fique tudo sobre os meus ombros.
Pedro: Portanto…. o que acho que estás a dizer é que estás mesmo preocupada com a nossa situação financeira e que isso aumenta a tua preocupação com uma data de outras coisas. E que quando eu não ajudo em casa isso faz-te sentir que tens que lidar com os problemas sozinha, sem ajuda.

Joana: É isso mesmo. Na mouche. Obrigada por ouvires. Acho que agora é a tua vez (entregando-lhe a caneta).
Pedro: Eu também estou muito preocupado com as nossas finanças. E às vezes gosto de relaxar e não pensar em nada, sentar-me só a ver televisão, para não ficar tão tenso para não estar sempre a a pensar naquilo.
Joana: Portanto tu também estás preocupado com a nossa situação financeira e ver televisão é uma forma de te acalmares um pouco.
Pedro: Sim. E também quero falar disto, porque me sinto culpado de não trazer para casa dinheiro suficiente.
Joana: Ok…Sentes-te mal por não estares a conseguir contribuir com mais dinheiro para equilibrar as coisas, mas gostavas de falar disso mais abertamente.
Pedro. Nem mais. Queres agora continuar tu (entregando-lhe a caneta)?

Joana: Pedro, eu aprecio verdadeiramente o teu esforço e contribuição, acho que fazes um trabalho fantástico. Obrigada por partilhares isso comigo.
(…e a conversa continua…)

Um discussão que poderia muito facilmente ter resultado numa infrutífera troca de acusações e críticas acabou por se tornar numa conversa calma,  profunda e geradora de novas informações e de maior compreensão e apoio.

É também este o valor acrescentando de saber discutir, não só se podem  resolver problemas, como é uma das formas mais interessantes de aumentar intimidade emocional .

 

Boas discussões!

 

“The couple app”: Uma app para casais

Uma app para casais

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Parece brincadeira de Carnaval mas não é.

É uma uma app diádica para casais e as possibilidade são infinitas:

  • Partilhar fotos com privacidade
  • Planear saídas e fins de semana
  • Dar beijos digitais  “thumbkisses”
  • Desenhar à distância e em conjunto
  • Colaborar em listas (de comprar, de desejos, de projectos)

Mais informação sobre esta app aqui.

O que acham disto?

O que é a intimidade no casal e que factores a afectam?

Num estudo recente com casais portugueses (Ferreira, Narciso & Novo, 2013),  foram identificadas as seis principais dimensões da intimidade no casal: Autenticidade, Partilha, Confiança, Autonomia, Compreensão e Privacidade:

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O estudo, baseado nas entrevistas de 33 casais portugueses de várias idades, mostra que os casais sentem que a intimidade é positivamente influenciada pelas quebras frequentes na rotina do casal (tais como escapadelas de fim de semana ou date night’s), pela disponibilidade em termos de tempo e energia e pelo sucesso profissional.

Já o stress no trabalho (incluindo os horários rígidos  ou mesmo as situações de  precariedade ), e a  influência excessiva dos outros sistemas na vida do casal (filhos, família de origem e rede social), foram identificados pelos casais como elementos perturbadores da intimidade.

Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net

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veja aqui o estudo completo.

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