Início » Posts tagged 'terapia de casal'

Tag Archives: terapia de casal

“Infidelidade(s): Abordagens e Ferramentas para Terapia de Casal” 21 de Março 2015

Um número significativo de pedidos de terapia de casal referem-se a situações de infidelidade, traições ou relações extra-díadicas. Os estudos mostram que estas situações podem ser eficazmente endereçadas em terapia de casal. No entanto, por ser uma situação por vezes associada a elevado conflito na sessão, assim com a quadros clínicos de ansiedade, depressão ou  perturbação de stress pós traumático (PTSD), esta temática é também uma das mais dificeis para o profissinal de ajuda.

Objectivos:

  • Ilustrar as mais recentes abordagens clínicas e psicoterapêuticas – com suporte empírico- no acompanhamento de casais em situação de infidelidade e relações afectivas e/ou sexuais extra-díade.
  • Reflectir sobre  os factores que podem influenciar o sucesso  terapêutico em situações de relações extra-conjugais.
  • Treinar de técnicas específicas e relevantes  para a temática da infidelidade.

Metodologias:

  • Exposição de informação relevante
  • Discussão de casos
  • Role-play

Infidelity3

Data:

21 de Março 2015

Horário:

14h-18h (4h)

Local:

Associação Casa Estrela do Mar, Estrada Poço do chão, 7A, Benfica (Metro Colégio Militar, a 2min do  Hospital da luz)

Valor:

50 euros (40 euros para Sócios da Casa estrela-do-mar)

Destinatários:

Psicólogos clínicos, terapeutas de casal e outros profissionais de ajuda. Investigadores com interesse no tema.

Formadores:

Luana Cunha Ferreira: Psicóloga clínica, Doutorada em Psicologia Clínica – Família e Casal  (FPUL-FPCEUC), Projecto Intimidades, Membro efectivo OPP.

Francisco Gonçalves Ferreira: Psicólogo clínico (ISPA), Terapeuta Familiar pela Accademia  de Psicterapia della Famiglia (Roma, Itália). Membro efectivo OPP.

Inscrições:  geral@casaestreladomar.pt

Entretanto, Esther Perel responde a algumas questões chave sobre terapia de casal em situação de infidelidade:

Anúncios

Fado & Infidelidade?

Foi muito divertido ir até ao Canal Q participar num episódio do programa “É a vida, Alvim“!

Estive muito bem acompanhada pelo talentoso Ricardo Ribeiro e fomos conduzidos pelos meandros e pontes entre o Fado e a Infidelidade pelo anfitrião Fernando Alvim.

Este é um tema complexo que irá estar brevemente em foco na formação “Infidelidade(s): Abordagens e Ferramentas para Terapia de Casal”, dia 10 de Janeiro, na Casa Estrela-do-mar.

Até lá, deixo-vos alguns excertos do programa 🙂

O canal Q está disponível na posição 15 da Meo e da Zon.

Workshop: “Infidelidade(s): Abordagens e Ferramentas para Terapia de Casal” 10 de Janeiro 2014

Um número significativo de pedidos de terapia de casal referem-se a situações de infidelidade, traições ou relações extra-díadicas. Os estudos mostram que estas situações podem ser eficazmente endereçadas em terapia de casal. No entanto, por ser uma situação por vezes associada a elevado conflito na sessão, assim com a quadros clínicos de ansiedade, depressão ou  perturbação de stress pós traumático (PTSD), esta temática é também uma das mais dificeis para o profissinal de ajuda.

Objectivos:

  • Ilustrar as mais recentes abordagens clínicas e psicoterapêuticas – com suporte empírico- no acompanhamento de casais em situação de infidelidade e relações afectivas e/ou sexuais extra-díade.
  • Reflectir sobre  os factores que podem influenciar o sucesso  terapêutico em situações de relações extra-conjugais.
  • Treinar de técnicas específicas e relevantes  para a temática da infidelidade.

Metodologias:

  • Exposição de informação relevante
  • Discussão de casos
  • Role-play

10 de Janeiro 2015

Infidelity2

Data:

 NOVA DATA 10 de Janeiro 2015

Horário:

14h-18h (4h)

Local:

Associação Casa Estrela do Mar, Estrada Poço do chão, 7A, Benfica (Metro Colégio Militar, a 2min do  Hospital da luz)

Valor:

50 euros (40 euros para Sócios da Casa estrela-do-mar)

Destinatários:

Psicólogos clínicos, terapeutas de casal e outros profissionais de ajuda. Investigadores com interesse no tema.

Formadores.

Luana Cunha Ferreira: Psicóloga clínica, Doutorada em Psicologia Clínica – Família e Casal  (FPUL-FPCEUC), Projecto Intimidades, Membro efectivo OPP.

Francisco Gonçalves Ferreira: Psicólogo clínico (ISPA), Terapeuta Familiar pela Accademia  de Psicterapia della Famiglia (Roma, Itália). Membro efectivo OPP.

Inscrições:  geral@casaestreladomar.pt

Entretanto, Esther Perel responde a algumas questões chave sobre terapia de casal em situação de infidelidade:

Os 5 princípios da Terapia de Casal eficaz

Será que a terapia de casal é realmente eficaz?

Continuam a surgir muitas dúvidas sobre a real eficácia de terapia de casal, pois apesar de muitas abordagens terapêuticas serem suportadas empiricamente e os resultados a médio a e longo prazo serem satisfatórios, a terapia de casal continua a sofrer de um mal endémico. É um facto inultrapassável que muitos casais ainda só conseguem pedir ajuda quando a insatisfação e os conflitos no casal já atingiram o ponto de não retorno e quando inclusivamente um dos parceiros até já pode ter (secretamente ou não tanto) desistido da relação (i.e.: o investigador e guru da intervenção conjugal John Gottman, mostrou que em média os casais esperam sete anos deste o início dos problemas ou do sofrimento para pedir ajuda).

Imagem de: bloggingbehavioral

Imagem de: bloggingbehavioral

Marcadores de uma terapia de casal eficaz

Num estudo recente que avaliou os últimos 40 anos de investigação sobre terapia de casal, foram identificados 5 princípios comuns às intervenções mais eficazes na terapia de casal.

A terapia de casal eficaz:

  1. Altera a visão do casal em relação ao problema que os trouxe à terapia, oferecendo uma nova perspectiva mais objectiva, contextualizada e diádica. Eu acrescentaria ainda que oferece um perspectiva não culpabilizande, o que ajuda o casal a libertar-se para enfrentar os problemas sem o “escudo” paralizante da culpa.
  2. Modifica os comportamentos disfuncionais, através da identificação de soluções tentadas (e falhadas), das emoções subjacentes aos comportamentos, dos comportamentos que provocam uma escalada no conflito e da exploração de novas estratégias que funcionam.
  3. Diminui o evitamento emocional, potenciando a demonstração de comportamentos baseados em emoções privadas e autênticas, num contexto seguro para a expressão emocional (com menor risco de retaliação).
  4. Aumenta os padrões de comunicação construtivos, oferecendo estratégias práticas e individualizadas para uma comunicação mais clara e eficaz, diminuindo as interpretações abusivas, as ‘leituras de mente’ e os mal entendido tantas vezes geradoras de escaladas de conflito supersónicas.
  5. Enfatiza as forças e os recursos do casal, reforçando os pequenos passos e avanços, e as novas formas encontradas pelo casal, os verdadeiros especialistas na relação, para lidar com as suas dificuldades.

Mais informação aqui.

Marcar consulta

 

 

A arte de bem discutir

Regras para discutir?

Nos casais, as discussões repetidas e negativas são um dos principais motivos de insatisfação. Geralmente, as discussões tornam-se insuportáveis ao fim de algum tempo, por serem muito explosivas, por acabarem em silêncios desconfortáveis e não levarem a lado nenhum. Resultado? Muitos casais tendem a evitá-las. Esta também não é uma boa solução, já que as insatisfações vão-se acumulando e a tendência mais certa é para o casal se ir afastando (e não de uma forma positiva).

ID-100138425

Image courtesy of Michal Marcol / FreeDigitalPhotos.net

A arte de um boa discussão de casal

A técnica ‘speaker-listener‘ é utilizada em diversos contextos e é particularmente útil para o casal. Pode ser utilizada para discutir tanto assuntos relativos à relação de casal como outras problemáticas.

Esta técnica apresenta várias vantagens:

  • Menos frustração. Como oferece uma estrutura básica à discussão/conversa, pode diminuir a sensação de frustração decorrente da repetição de discussões que nunca mais acabam. Por vezes os casais já nem tentam discutir pois receiam ficar ‘soterrados’ em acusações. Com esta técnica, há menos hipóteses de isto acontecer.
  • Clareza. Como a discussão é estruturada em pequenos pedaços de informação, diminui o risco de mal-entendidos que poderiam gerar complicações futuras.
  • Calma!!  Este tipo de técnica pode impedir a típica ‘escalada verbal’ das discussões mais acesas, uma escalada que se caracteriza por uma troca muito rápida e crescente de acusações e críticas destrutivas, resultando numa perda de controlo da discussão. Isto é geralmente associado à chamada ‘inundação emocional’ típica destas discussões : aumento do ritmo cardíaco,  subida no nível de cortisol e de adrenalina e uma sensação no mínimo muito negativa… Este mecanismo de stress intenso prepara adequadamente o organismo para Lutar ou Fugir, mas não é o mais adequado para uma discussão de casal, pois afecta o raciocínio e ‘paralisa’ o sistema das emoções e afectos. Esta perda de controlo traduz-se num ‘bater de portas’ que finaliza a discussão, num muro de silêncio impenetrável ou por vezes até por episódios de alguma violência (verbal ou física).

SLT2

Como é que isto pode ser posto em prática?

É fácil e não é preciso muito treino, deixo-vos com o exemplo adaptado daqui.

Joana: Ó Pedro, mas porque é que estás sempre, sempre, sempre a esquecer-te de pôr a roupa no cesto da roupa suja? Detesto isso! Estás sempre a esquecer o que te peço, já não te importas com absolutamente nada cá em casa!
Pedro:  Bolas, já começas outra vez? Tens noção que estás cons-tan-te-mente a dizer-me o que fazer? Eu faço aquilo que realmente precisa de ser feito, tu é que és completamente desorganizada e NÃO PARAS de me chatear!!!
Joana:  Bom, ok…. espera um pouco. Vamos lá ver se não nos perdemos desta vez. Vamos usar aquela técnica a ver se resolvemos isto?
Pedro: Sim, vamos lá. Começa tu.
Joana: (segurando numa caneta porque detém o ‘palco). Fico frustrada quando não pões a roupa no sitio certo. Quando tenho que ir à procura da roupa pela casa, para fazer uma máquina, fico logo zangada e começa a doer-me a cabeça.
Pedro: Ok, ficas muito frustrada quando eu me esqueço de pôr a roupa no cesto, até ficas por vezes com dor de cabeça.
Joana: Exactamente. E estamos numa fase tão difícil a nível financeiro que eu preocupo-me até com coisas mais pequenas. Eu sei que tu te importas, mas por vezes fico insegura e com medo que tenha de ser eu a lidar com tudo e que tu não participes e que fique tudo sobre os meus ombros.
Pedro: Portanto…. o que acho que estás a dizer é que estás mesmo preocupada com a nossa situação financeira e que isso aumenta a tua preocupação com uma data de outras coisas. E que quando eu não ajudo em casa isso faz-te sentir que tens que lidar com os problemas sozinha, sem ajuda.

Joana: É isso mesmo. Na mouche. Obrigada por ouvires. Acho que agora é a tua vez (entregando-lhe a caneta).
Pedro: Eu também estou muito preocupado com as nossas finanças. E às vezes gosto de relaxar e não pensar em nada, sentar-me só a ver televisão, para não ficar tão tenso para não estar sempre a a pensar naquilo.
Joana: Portanto tu também estás preocupado com a nossa situação financeira e ver televisão é uma forma de te acalmares um pouco.
Pedro: Sim. E também quero falar disto, porque me sinto culpado de não trazer para casa dinheiro suficiente.
Joana: Ok…Sentes-te mal por não estares a conseguir contribuir com mais dinheiro para equilibrar as coisas, mas gostavas de falar disso mais abertamente.
Pedro. Nem mais. Queres agora continuar tu (entregando-lhe a caneta)?

Joana: Pedro, eu aprecio verdadeiramente o teu esforço e contribuição, acho que fazes um trabalho fantástico. Obrigada por partilhares isso comigo.
(…e a conversa continua…)

Um discussão que poderia muito facilmente ter resultado numa infrutífera troca de acusações e críticas acabou por se tornar numa conversa calma,  profunda e geradora de novas informações e de maior compreensão e apoio.

É também este o valor acrescentando de saber discutir, não só se podem  resolver problemas, como é uma das formas mais interessantes de aumentar intimidade emocional .

 

Boas discussões!

 

O que é a terapia de casal?

Image courtesy of stockimages / FreeDigitalPhotos.net

Image courtesy of stockimages / FreeDigitalPhotos.net

 

A terapia de casal é um tipo de intervenção psicoterapêutica que tem como objectivo principal ajudar os casais a identificar padrões de comportamento que causam sofrimento e a encontrar alternativas para um relacionamento mais saudável e satisfeito.

O que faz um terapeuta de casal?

Um  terapeuta de casal não é um juiz:  o seu trabalho não é o de decidir quem tem razão numa disputa conjugal. O terapeuta de casal estabelece uma relação de ajuda com ambos os parceiros, proporcionado um espaço seguro para a expressão de emoções e de necessidades individuais e conjugais.

Durante as sessões de terapia de casal, é provável que o terapeuta utilize estratégias especificas de forma a ajudar o casal a:

  • Promover aquilo que funciona bem no casal.
  • Desenvolver novas perspetivas sobre a relação.
  • Interromper os padrões de comportamento que não funcionam, especialmente na resolução de conflitos.
  • Ajudar os parceiros a experimentar novos comportamentos, papéis e desafios.
  • Facilitar a comunicação e expressão de sentimentos.
  • Ajudar a regular a distância e dependência no casal.

Que motivos levam os casais à terapia?

Entre os temas mais comuns em terapia de casal estão as dificuldades na transição para a parentalidade, a infidelidade e as relações extra-conjugais, a insatisfação sexual, a monotonia ou desinteresse na relação, os ce problemas de comunicação, as dificuldades em lidar com a família de origem (ou com as  tarefas parentais, rede social e gestão doméstica) e, finalmente, as perturbações de saúde física e mental.

Quando pedir ajuda a um terapeuta de casal?

Em média, os casais insatisfeitos demoram 6 anos (Gottman & Gottman, 1999) até pedirem ajuda a um profissional especializado. Frequentemente, o casal sente-se insatisfeito na relação durante algum tempo mas é só num momento de crise 8ou após várias crises) que pede ajuda. É provável que obtenha melhores resultados em terapia se pedir ajuda mais cedo, já que o terapeuta terá mais recursos para trabalhar com o casal.

Como encontrar um bom terapeuta de casal?

Antes de mais certifique-se que é um profissional credenciado:

  • É membro efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses? Pode procurar aqui.
  • Tem formação aprofundada na área dos casais ou famílias? A terapia conjugal é uma intervenção que requer competências específicas.
  • Participa em actividades científicas, de formação ou supervisão? Os CV’s online são uma boa fonte de informação.
  • Não hesite em ligar diretamente ao terapeuta e fazer-lhe as perguntas que julgar necessárias.
  • Verifique se o preço das consultas é adequado ao seu orçamento  Ninguém faz um bom trabalho “instantâneo”, conte com pelo menos 6-10 sessões.
  • Pergunte por referências a amigos, colegas, familiares, médico de família, etc.

Saiba mais

O que é a intimidade no casal e que factores a afectam?

Num estudo recente com casais portugueses (Ferreira, Narciso & Novo, 2013),  foram identificadas as seis principais dimensões da intimidade no casal: Autenticidade, Partilha, Confiança, Autonomia, Compreensão e Privacidade:

modelointimidadeLCF2013

O estudo, baseado nas entrevistas de 33 casais portugueses de várias idades, mostra que os casais sentem que a intimidade é positivamente influenciada pelas quebras frequentes na rotina do casal (tais como escapadelas de fim de semana ou date night’s), pela disponibilidade em termos de tempo e energia e pelo sucesso profissional.

Já o stress no trabalho (incluindo os horários rígidos  ou mesmo as situações de  precariedade ), e a  influência excessiva dos outros sistemas na vida do casal (filhos, família de origem e rede social), foram identificados pelos casais como elementos perturbadores da intimidade.

Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net

Image courtesy of photostock / FreeDigitalPhotos.net

veja aqui o estudo completo.

%d bloggers like this: